Produção do pequi em Goiás sofre forte queda em 2024, aponta IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (25) a Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, que mostrou retração significativa na extração de produtos alimentícios em Goiás, com destaque para o pequi, símbolo da culinária e da cultura do Cerrado.
Segundo os dados, a produção do fruto caiu 22,1% em comparação a 2023, totalizando 2,9 mil toneladas. Essa redução afetou diretamente o valor da produção, que ficou em R$ 4,5 milhões, representando apenas 13,7% do valor total da extração vegetal no estado — uma participação muito menor que os 37,1% registrados no ano anterior.
Fatores climáticos influenciaram a queda
Especialistas ouvidos pelo IBGE apontam que a queda foi consequência de condições climáticas adversas, como queimadas e períodos prolongados de estiagem, fatores que reduzem a produtividade dos pequizeiros e comprometem a oferta do fruto.
Essas mudanças climáticas têm impacto direto no mercado: quando a produção diminui, a tendência é de elevação no preço do pequi, produto bastante consumido em Goiás, tanto na gastronomia local quanto em mercados de outras regiões do Brasil.
Importância da pesquisa
A PEVS é realizada anualmente pelo IBGE e tem como objetivo fornecer diagnósticos sobre a produção da extração vegetal e da silvicultura no país. O estudo traz informações sobre produção, valor de mercado e áreas colhidas ou destinadas a cultivos florestais, sendo uma ferramenta importante para análise econômica e ambiental.
Em Goiás, onde o pequi é considerado um dos principais produtos extrativos do Cerrado, os dados reforçam a necessidade de ações de preservação ambiental e de incentivo à produção sustentável, diante dos efeitos crescentes das mudanças climáticas sobre a biodiversidade regional.