Daniel Vilela lidera corrida ao governo de Goiás, mas números expõem disputa aberta e limites dos adversários

A nova pesquisa do instituto Real Time Big Data para o governo de Goiás em 2026 aponta o vice-governador Daniel Vilela (MDB) na liderança em todos os cenários, mas também revela um cenário político mais aberto do que os números iniciais sugerem. O levantamento, realizado com 1.500 eleitores, indica vantagem consistente do emedebista, ao mesmo tempo em que expõe fragilidades dos adversários e limitações na consolidação de votos.

Na pesquisa espontânea, Vilela já aparece como o nome mais lembrado, com 9%, seguido por Marconi Perillo (4%). Nos cenários estimulados, a vantagem se amplia: o vice-governador oscila entre 34% e 36%, enquanto o ex-governador tucano aparece entre 24% e 26%.

Apesar da liderança, o cenário está longe de definido. A diferença, embora confortável, não configura domínio absoluto, especialmente em uma eleição que ainda não entrou na fase decisiva de campanha.

Força da máquina impulsiona Vilela, mas desempenho levanta alerta

O desempenho de Daniel Vilela reflete diretamente a força do atual governo estadual. A gestão de Ronaldo Caiado tem aprovação elevada — 82% dos entrevistados afirmam aprovar a administração, enquanto 58% avaliam como ótima ou boa.

Esse cenário cria um ambiente favorável à continuidade política, beneficiando naturalmente o vice-governador. Ainda assim, analistas observam que os números poderiam ser mais robustos diante desse nível de aprovação, o que indica espaço para crescimento, mas também margem para risco.

Marconi ressurge competitivo mesmo fora do poder

O ex-governador Marconi Perillo aparece como principal adversário, mantendo um patamar relevante mesmo após anos fora do centro do poder político. Seus números indicam capacidade de mobilização e recall eleitoral, fatores que podem sustentar uma polarização com Vilela ao longo da campanha.

Essa disputa tende a se consolidar como um embate entre continuidade administrativa e tentativa de retorno, cenário recorrente em eleições estaduais.

Wilder Morais tem base consolidada, mas dificuldade de avanço

Já o senador Wilder Morais (PL) aparece com 12% a 13% das intenções de voto, mantendo-se em terceiro lugar em todos os cenários. Apesar de ser hoje o principal nome ligado ao bolsonarismo em Goiás, sua candidatura ainda enfrenta barreiras para crescer além do núcleo mais fiel de eleitores.

O dado mais relevante é a rejeição: 32% dos entrevistados afirmam que não votariam em Wilder, um índice que limita sua capacidade de expansão eleitoral. No segundo turno, a diferença em relação a Vilela também é expressiva, com 49% a 25%, indicando dificuldade em ampliar apoio fora de sua base.

Rejeição e indecisos mantêm cenário instável

A pesquisa também mostra níveis elevados de rejeição entre os principais nomes, com Adriana Accorsi e Marconi Perillo atingindo 40%. Daniel Vilela aparece com a menor rejeição entre os líderes, com 24%, o que ajuda a sustentar sua posição na frente.

Além disso, a soma de eleitores indecisos, brancos e nulos permanece relevante, girando em torno de 17% a 20%, o que mantém a disputa aberta e sujeita a mudanças.

Senado reforça força do grupo governista

Na disputa pelas duas vagas ao Senado, o levantamento aponta liderança de Gracinha Caiado (28%) e Gustavo Gayer (18%). O resultado reforça a força do grupo político ligado ao atual governo, ao mesmo tempo em que evidencia a presença consolidada da direita no estado.

A leitura geral da pesquisa indica que Daniel Vilela larga na frente, impulsionado pela estrutura de governo e pela alta aprovação da gestão atual. No entanto, a disputa ainda está em construção.

Marconi Perillo demonstra força mesmo fora do poder, enquanto Wilder Morais mantém base relevante, mas com dificuldades claras de crescimento. Com rejeição elevada entre candidatos e um número significativo de indecisos, o cenário aponta para uma eleição competitiva, onde alianças, campanha e narrativa política serão decisivas.

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